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V Domingo da Quaresma – Ano B

V Domingo da Quaresma – Ano B

Estamos chegando ao final da Quaresma. No próximo domingo iniciaremos a Semana Santa, com o Domingo de Ramos. Neste dia, também concluiremos a primeira etapa da Campanha da Fraternidade 2012. Com o gesto concreto da coleta manifestamos nossa atitude de partilha e solidariedade.

Na celebração de hoje somos convidados a ver Jesus em sua missão recebida do Pai. Seguimos os passos dos gregos que subiram a Jerusalém para adorar a Deus. Mas eles querem ver Jesus. O que significa ver Jesus? Por que ver Jesus? Ver Jesus é compreender sua atitude e desvendar seu projeto. Jesus mesmo o explica, fazendo uma meditação sobre a “hora”.

“Hora” é o final de sua vida terrestre. Tudo caminha para essa hora. A “hora” é momento no qual o amor gratuito de Deus, materializado em seu carinho pelos pobres, encontra-se com a força social e religiosa que o rejeita: o pecado. Esse conflito expressa-se na cruz. Por isso, a cruz é levantada como denúncia daquilo que leva Jesus à morte e como testemunho de sua entrega de amor.

Atualizando a Palavra

Logo mais entraremos na Semana Santa e a liturgia de hoje tem a finalidade de preparar os cristãos para o acontecimento da Páscoa. Hoje o Pai nos entrega Jesus, o grão fecundado pela força do Espírito, feito Pão da Vida para nossa salvação.

A liturgia deste domingo procura nos persuadir sobre a eficácia do sofrimento vivido no amor. Podemos ficar na superfície, como a multidão que observa, curiosa, os feitos e gestos de Jesus. Podemos, pelo contrario, fazer nossas as disposições dos gregos. Eles são atraídos pela cruz que salva. “Quando eu for elevado, na terra, atrairei todos a mim”.

Na primeira leitura temos a profecia de Jeremias sobre a nova aliança a qual nós vivemos hoje. Em Cristo repousa a nova aliança. Para estar nessa aliança, precisamos da força pascal do Cristo. Essa força nós recebemos no Batismo e continuamos recebendo na celebração dos sacramentos e na oração da Igreja: é o Espírito de Cristo, a lei da nova aliança, escrita no coração de cada um de nós.

Em Hebreus, colhemos uma lição preciosa: Jesus não é um Senhor sentado nos palácios, desligado da situação real das pessoas. Jesus não permaneceu nos céus, contemplando as nossas angústias, mas tornou-se companheiro de viagem. Percorreu o caminho da humilhação e da morte.

Por tudo isso, podemos confiar nele e aceitar o convite que nos faz para sermos discípulos missionários. Dessa forma, a segunda leitura nos convida a seguir o mesmo caminho de Cristo, um caminho semeado de dificuldades. Ele, porém, o percorreu antes de nós e por isso compreende nossas dificuldades e incertezas, nosso receios e fraquezas.

Evangelho: João 12, 20-33

“se um grão de trigo não for jogado na terra e não morrer, ele continuará a ser apenas um grão. Mas, se morrer, dará muito trigo.”
Jesus está nos dizendo neste domingo, que se Ele não passasse pelo sofrimento e pela morte de cruz e não tivesse ressuscitado, o mundo não o teria conhecido, não o teria reconhecido como o Filho de Deus, e nem teria acreditado Nele. Deus Pai amou tanto o mundo que abriu mão do seu próprio Filho, o qual também abriu mão da sua própria vida, pela nossa salvação.
Mais infelizmente, ainda hoje temos muitos que não o reconhecem, que não o aceitam, que não o escuta, que não conhecem ou não acreditam nos seus mistérios. E isso é responsabilidade nossa. Pois é aí que entra a nossa parte, a nossa participação na construção do Reino de Deus, seja pela catequese direta ou indireta.  Na catequese direta, nós, os escolhidos, vamos ensinar a palavra de Deus aos catecúmenos. Pela catequese indireta, vamos levar Cristo ao mundo, começando pelos nossos familiares, através do nosso exemplo, do nosso testemunho. Então, ao saber que a maior parte da humanidade vive sem Deus, isso aumenta a nossa responsabilidade. Não podemos ficar de braços cruzados, não podemos levar a nossa vidinha de cristão beato, uma vida de oração, de eucaristia, porém, não passamos disso. Ficamos só aí, sem fazer nada no sentido de compartilhar a nossa fé com os demais irmãos. É maravilhosa esta união com Deus, porém isto só não basta. É preciso evangelizar de alguma forma! É preciso ter em mente que não nos salvaremos se não tivermos uma fé completa como Jesus nos afirmou: uma fé na qual estamos ligados a Deus e ao próximo.
“ Quem ama a sua vida não terá a vida verdadeira”; Essa é a pura verdade. Sem desprendimento de nós mesmos, sem uma atitude prática de entrega, sem uma vida compartilhada, sem uma vida de dedicação, de preocupação, de ajuda ao irmão, nossa vida não será uma vida verdadeira.
Jesus entregou a sua vida por nós. Para imitá-lo, teremos de pelo menos, ter uma vida voltada para Deus e para as necessidades do próximo. Uma vida sem egoísmo, uma vida empenhada na ajuda e na salvação do nosso irmão, da nossa irmã. Pois  quem não se apega à sua vida de forma exagerada e egoísta,  ganhará para sempre a vida verdadeira que é a vida eterna.
“Quem quiser me servir siga-me;”  E seguir Jesus, é falar e fazer o que Ele fez. Amar como Jesus amou, sorrir como Jesus sorriu, ser justo como foi Jesus, entregar a sua vida pela causa do Reino como Jesus entregou, etc, etc.
E além da recompensa da Vida Eterna, teremos a grande honra que nos foi prometida por Jesus: “E o meu Pai honrará todos os que me servem.”

PARA REFLETIR:
A exemplo da Semente de trigo que, por sua morte na terra, produz frutos, também nós, para ajudar quem precisa temos que morrer para nós mesmos. Temos essa coragem?

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